sábado, 21 de dezembro de 2013

Fui de uma família de lobos.
Não fui somente criado por eles,
Mas fui de uma família deles.
Tive de devorar alimento ambulante.
Tive de lutar por território,
Enfrentar gente de bando oposto
E inimigos maiores.
Fui o lobo que logo pude.
Tentei devorar a lua como lobo primordial,
Mas mordi o ângulo errado.
Errei, não tive ajuda nisto:
Hoje não mais se tem.
Mas hoje não é hoje, é sempre.
Fui de uma família de lobos, sempre...
Minha matilha não mais me protege,
Apesar de eu ouvir seus passos
Em becos mais escuros.
A lua, que eu tentei devorar,
Hoje me protege deles.
E hoje é sempre... 

Um comentário:

Clarice Paes disse...

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