Ser-jogado-no-mundo,
Sem causa,
Sem justificativa,
Sem finalidade:
Este é o mistério que eu suporto.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
RAKON VON BASSNAUZER
De sino
O som,
Rakon
von;
Insinuando súplicas,
Mesclando
Tons.
É em
Vão,
Rakon
von:
Vou
Somente mais tarde
Acariciar-lhe
O focinho.
O som,
Rakon
von;
Insinuando súplicas,
Mesclando
Tons.
É em
Vão,
Rakon
von:
Vou
Somente mais tarde
Acariciar-lhe
O focinho.
domingo, 18 de outubro de 2009
Penso em beber água...
Gosto de beber água.
Também quero comer algo.
Algo de que eu goste.
Gostaria de dormir um pouco.
Tentar sentir aquele exato estado
Meio restaurador de semiconsciência.
Caminhar, então.
Por algum caminho que eu queira.
Mais ou menos pelas bordas.
Sentar e observar algo sem muita atenção.
Uma praça suja de folha e de resquício de pomba.
Uma vadiagem de cão.
É bom, às vezes, dizer o que se gosta.
Gosto de beber água.
Também quero comer algo.
Algo de que eu goste.
Gostaria de dormir um pouco.
Tentar sentir aquele exato estado
Meio restaurador de semiconsciência.
Caminhar, então.
Por algum caminho que eu queira.
Mais ou menos pelas bordas.
Sentar e observar algo sem muita atenção.
Uma praça suja de folha e de resquício de pomba.
Uma vadiagem de cão.
É bom, às vezes, dizer o que se gosta.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
POEMA PARA SIMONE
POEMA PARA SIMONE*
A obsessão dessa menina por ovos não está certa, não!...
Salmo nela!
*Personagem da "História do Olho", de Georges Bataille (1897-1962).
A obsessão dessa menina por ovos não está certa, não!...
Salmo nela!
*Personagem da "História do Olho", de Georges Bataille (1897-1962).
terça-feira, 9 de junho de 2009
domingo, 2 de novembro de 2008
VINHA
Vinha vinho
Como vinha
O vento.
Vinho havia
Na luz vizinha
Que da lua vinha.
Convinha o vinho
Como o corpo que se avizinha.
E mais vinha,
Porque bem mais havia.
Como o vento vinha
E a luz vizinha.
Mas não só vinho
Aos lábios vinha.
Também só o que o escuro adivinha;
Pois vinha junto
O corpo que se avizinha
Do corpo e do vinho.
E de onde vinha?
Provinha...
O vinho convinha.
E vinha mais,
Mas aos lábios vinha
Não só o vinho.
O vinho só
Não convinha.
Como vinha
O vento.
Vinho havia
Na luz vizinha
Que da lua vinha.
Convinha o vinho
Como o corpo que se avizinha.
E mais vinha,
Porque bem mais havia.
Como o vento vinha
E a luz vizinha.
Mas não só vinho
Aos lábios vinha.
Também só o que o escuro adivinha;
Pois vinha junto
O corpo que se avizinha
Do corpo e do vinho.
E de onde vinha?
Provinha...
O vinho convinha.
E vinha mais,
Mas aos lábios vinha
Não só o vinho.
O vinho só
Não convinha.
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