Após dizer “diluidores”,
O mundo inteiro se diluiu?
quarta-feira, 10 de março de 2010
UM DESBUNDE
Não me sinto mal em não poder ler a Odisséia em grego.
Qualquer coisa, respondo:
- Sou feliz: posso ejacular no mar.
Qualquer coisa, respondo:
- Sou feliz: posso ejacular no mar.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
EXPECTATIVA
Amei a Celeste como se ela fosse o céu
Amei a Margarida como se ela fosse uma flor
Amei a Éster como se ela fosse uma estrela
Não posso amar a Glória, e talvez nunca poderei
A Jasmim se perfumava para pensar em mim
Mas suas intenções murcharam
E eu, podado, caí numa melancolia sem fim
(Só me resta, agora, a resposta da Vitória...)
Amei a Margarida como se ela fosse uma flor
Amei a Éster como se ela fosse uma estrela
Não posso amar a Glória, e talvez nunca poderei
A Jasmim se perfumava para pensar em mim
Mas suas intenções murcharam
E eu, podado, caí numa melancolia sem fim
(Só me resta, agora, a resposta da Vitória...)
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
SEMINAL
Palavra é início.
É sêmen.
Brota as coisas
Que, nascituras,
Carregam o calor uterino
Que se confunde
Com o calor da garganta.
Não é sordidez:
Que palavra
É sêmen na garganta;
E silêncio, espermicida.
Mas silêncio,
Cio do som,
Sonha coisas inauditas,
Que palavra,
Com nitidez maior,
Cultiva.
É sêmen.
Brota as coisas
Que, nascituras,
Carregam o calor uterino
Que se confunde
Com o calor da garganta.
Não é sordidez:
Que palavra
É sêmen na garganta;
E silêncio, espermicida.
Mas silêncio,
Cio do som,
Sonha coisas inauditas,
Que palavra,
Com nitidez maior,
Cultiva.
sábado, 19 de dezembro de 2009
O que é esse desespero mudo
Que ouço quando vibro os sons do mundo?
Que vivencio quando me percebo com vida?
Que tateio quando me sinto com carne
E que sofro quando me intuo com espírito?
Ter razão me assusta.
Raciocinar isto me apavora.
Sustenho meu susto nas intermitências
De encoleirado cotidiano.
O que é esse desespero mudo
Que me diz “por que não nada?”
“Por que algo, aqui e agora?”
Por que preciso indagar algo
Quando poderia ser nula afirmação?
Que ouço quando vibro os sons do mundo?
Que vivencio quando me percebo com vida?
Que tateio quando me sinto com carne
E que sofro quando me intuo com espírito?
Ter razão me assusta.
Raciocinar isto me apavora.
Sustenho meu susto nas intermitências
De encoleirado cotidiano.
O que é esse desespero mudo
Que me diz “por que não nada?”
“Por que algo, aqui e agora?”
Por que preciso indagar algo
Quando poderia ser nula afirmação?
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